Tatu-canastra atropelado no MS: quando a espécie corre risco de extinção a perda é maior

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
21 de maio de 2014
“Desta vez a vítima de trânsito na BR-359 foi um tatu Canastra, um dos maiores tatu do mundo segundo os ambientalistas.


Tatu-canastra: espécie em risco de extinção
Foto: divulgação Alcinopolis.com

O Registro foi feito por um leitor do site alcinopolis.com que enviou as fotos pelo WhatsApp. Segundo o leitor, o tatu estava nas margens da BR já sem vida, que provavelmente a causa da morte tenha sido atropelamento, ele só não soube dizer em que Km, mas disse que é no município de Coxim.” – texto da matéria “Tatu Canastra é encontrado morto na BR-359, no município de Coxim”, publicada em 17 de maio de 2014 pelo site Alcinopolis.com (Alcinópolis – MS)

O atropelamento de qualquer animal sempre representa alguma perda para os ecossistemas. Vale saber que, de acordo com o coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados todos os anos nas estradas e rodovias brasileiras.

Mas essas perdas podem ser ainda mais impactantes quando envolvem animais de espécies ameaçadas de extinção. É o caso do tatu-canastra, classificado com “vulnerável” na listagem brasileira de espécies da fauna em risco de extinção.

A perda de um animal nessas condições tem grande impacto para a espécie e para o hábitat, já que são poucos os que restam para cumprir suas funções ecológicas.

“É o maior tatu existente. Seu comprimento pode chegar a 1,5 m, incluindo a cauda, e os adultos podem atingir 60 kg. Ao contrário de outros tatus, esta espécie frequentemente destrói os cupinzeiros quando está se alimentando, sendo um importante regulador das populações desses insetos no ecossistema.” – texto informativo sobre a espécie no site do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

– Leia a matéria completa do Alcinopolis.com
– Leia o texto completo do ICMBio sobre o tatu-canastra

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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