Marfim disfarçado de chocolate. A ousadia do tráfico

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
15 de agosto de 2013
“Funcionários da alfândega de Macau, na China, começaram a suspeitar quando viram 15 caixas de chocolate excepcionalmente pesadas em um conjunto de bagagem. Durante as investigações ocorreu uma incrível encontrar:  após a imersão em água morna, o chocolate derreteu e revelou 583 presas de elefante.

Marfim disfarçado de barras de chocolate
Foto: Huang MJIB, TW


Entre setembro e dezembro de 2012, mais de 90 selos de marfim, conhecidas como “costeletas” (“chops”, em inglês) , foram encontrados escondidos em embalagens de chocolate e recuperados da África do Sul para Taiwan. Em outra apreensão recente, funcionários da alfândega de Hong Kong encontraram 1.148 presas de marfim disfarçados de madeira em um navio de Togo.”
– texto traduzido da matéria “Elephant Ivory Disguised as Chocolate”, publicada em inglês no dia 9 de agosto de 2013 pelo site da ONG WWF

Esses selos são utilizados em Taiwan, China, Japão e Coréia do Sul para assinar documentos, obras de arte, e outros documentos. São geralmente feitos de pedra, mas também pode ser de plástico, marfim ou metal.

O selo é pressionado levemente sobre uma pasta vermelha e, em seguida, a imagem é transferida para o papel através da aplicação de pressão. Funciona como um carimbo.

Não há justificativa para continuar utilizando selos de marfim, já que o mesmo pode ser feito de diversos outros materiais. Percebe-se que esse comércio é mantido por pura vaidade. Enquanto isso, milhares de elefantes têm sido dizimados na África. O continente está passando por um dos piores períodos de caça desses animais por causa do marfim.

Elefantes no Quênia
Foto: Petter Granli

O marfim pode chegar a US$ 2 mil (ou R$ 4,6 mil) por quilo no mercado negro. Uma presa inteira pode valer mais do que US$ 50 mil (ou R$ 115 mil).

– Leia a matéria completa da ONG WWF (em inglês)
– Releia o post do Fauna News “Tráfico internacional: o milionário comércio de marfim, chifres de rinocerontes e peles”, publicado em 9 de agosto de 2013

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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