Atropelamento de fauna: o problema vai continuar

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
09 de maio de 2013
‘Que ninguém se iluda. Nesse campo relativamente novo do conhecimento, não existem soluções simples e generalizadas. “Caso contrário, os países mais desenvolvidos já teriam solucionado o problema, o que não está nem perto de acontecer”, conclui Mozart Lauxen.’ (biólogo e coordenador do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama do Rio Grande do Sul) – texto da matéria “Massacre nas estradas”, publicada em maio de 2013 pela revista Terra da Gente

A afirmação de Lauxen é um choque de realidade em que acha que a implantação de passagens de fauna e cercas resolve o problema dos atropelamentos de animais silvestres em rodovias. O problema é muito mais complexo.

Na BR-471, região da Estação Ecológica do Taim (RS), passagem 
inferior utilizada principalmente por capivaras
Foto: Mozart Lauxen/Ibama

A redução dos atropelamentos deveria começar já nos estudos para implantação das estradas, com estudos sobre a fauna e flora das regiões a serem afetadas para determinar o traçado da via. Isso começa a ser feito no Brasil hoje, mas ainda com uma qualidade que deixa a desejar.

“Com a Resolução Conama nº 01, em 1986, toda construção de estrada com duas ou mais faixas deve ser precedida de estudo de impacto ambiental para obtenção de licença. “O licenciamento, tanto de rodovias em implantação quanto nas já operantes, ainda é frágil nas exigências de informações sobre esse tema. E isso ocorre tanto no tipo de informação requerida dos empreendedores quanto na qualidade da mesma”, afirma o biólogo Andreas Kindel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos.”  – texto da Terra da Gente

Capivaras na margem da BR-262, no Pantanal (MS)
Foto: Marcela Sobanski

Mas esse campo do conhecimento e de trabalho tem avançado e a tendência é ocorrer melhoras. De qualquer forma, é preciso saber que atingir o valor “zero” de atropelamentos de fauna é uma utopia. A partir do momento em que a estrada é aberta, o impacto negativo ao meio ambiente ocorre e os animais silvestres são vítimas desse processo.

Trabalhar pela redução dos danos é responsabilidade do poder público e das concessionárias que administram as estradas. 475 milhões de animais silvestres atropelados, por ano, no Brasil: ninguém quer mais isso!

– Leia a matéria completa da revista Terra da Gente
– Releia “Atropelamento de fauna: 475 milhões é a dimensão do massacre”, publicado em 7 de maio de 2013 pelo Fauna News
– Releia “Atropelamento de fauna: infraestrutura inadequada e falta de conscientização”, publicado em 8 de maio de 2013 pelo Fauna News

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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