A falta de estrutura para atender animais no pós-apreensão

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
04 de fevereiro de 2014
Um dos grandes problemas da estrutura de combate ao tráfico de fauna e da gestão de fauna no Brasil é a completa ausência de atendimento especializado aos animais nos primeiros momentos do pós-apreensão. Ainda nas mãos dos policiais ou fiscais do Ibama enquanto a ocorrência é registrada em alguma delegacia, os bichos passam horas expostos a condições estressantes e ambientes inadequados. Justamente quando estão mais vulneráveis.

Um exemplo:

Isso está certo?
Foto: Divulgação/CIPRAMA TO

“Dois homens foram presos em flagrante neste domingo (2) carregando um jabuti e um pato. Os animais silvestres estavam dentro de um carro junto com os suspeitos, Reinaldo Luiz Valadão, de 34 anos e Lindovando Costa de Sousa, de 30 anos. O flagrante aconteceu em uma estrada vicinal, que liga o setor Barros e o povoado Pilões, em Araguaína, norte do Tocantins.

O pato estava ferido. Segundo a Companhia Independente de Polícia Rodoviária e Ambiental (CIPRA), o animal tinha sido baleado por um dos suspeitos. Junto com eles, também foram apreendidos arma de fogo, crack, duas habilitações de pessoas desconhecidas e uma faca.

Segundo agentes da CIPRA, no primeiro momento, os suspeitos alegaram que iriam cuidar do pato, que teria sido encontrado ferido. Depois um deles confessou que tinha atirado no pato. Os animais foram conduzidos para o 2º pelotão da CIPRA em Araguaína, onde estão sendo tratados por veterinários.” – texto da matéria “Homens são presos transportando um jabuti e um pato baleado”, publicada em 3 de fevereiro de 2014 pelo portal G1

Na foto fica claro a falta de cuidado e respeito com os animais apreendidos. É necessário manter o jabuti de lado e o pato, baleado, amarrado dessa forma? E ainda, no chão?

O poder público, principalmente a Polícia Ambiental, o Ibama e as secretarias de Meio Ambiente de estados e municípios, deveriam se coordenar para manter equipes de veterinários e biólogos que atenderiam os bichos assim que fossem apreendidos. Imediatamente.

De acordo com Marcelo Pavlenco Rocha, presidente da SOS Fauna, ONG paulista especializada no combate ao tráfico de fauna, recuperação de animais para soltura e atendimento emergencial em apreensões, a quantidade de animais que morrem logo após a apreensão pode ser muito grande dependendo da espécie envolvida. Bem maior até que a mortandade durante o período de transporte em poder dos traficantes.

– Leia a matéria completa do G1

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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