Reflexão para o fim de semana: exploração, tráfico e barbárie no Templo dos Tigres

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
03 de junho de 2016

“As autoridades de vida selvagem da Tailândia encontraram 40 filhotes de tigres mortos nesta quarta-feira em um freezer do Templo dos Tigres, uma atração turística controversa comandada por monges budistas. Os oficiais descobriram as carcaças durante uma operação para retirar tigres vivos do local, em um esforço para fechar o templo, suspeito de envolvimento no comércio ilegal de animais silvestres.

Desde segunda-feira, 52 tigres vivos foram recuperados. Outros 85 permanecem no local, provisoriamente fechado ao público, segundo o diretor do Departamento Nacional de Parques, Adirson Nuchdamrong. A briga entre os responsáveis pelo monastério e as autoridades tailandesas pela posse dos animais já dura mais de 15 anos. “As carcaças devem ter algum valor para serem mantidas lá”, afirmou Adirson ao jornal The Guardian. Fiscais usando máscaras de proteção exibiram os corpos dos filhotes encontrados à imprensa, além da carcaça de um urso-gato-asiático, animal em extinção que vive em florestas da Ásia, também encontrado no freezer.

Fundado em 1991, o monastério budista se diz um santuário onde pessoas e tigres podem conviver em harmonia. O local permite que turistas tenham contato com os animais e tirem fotos, mediante pagamento. De acordo com o jornal The New York Times, os visitantes pagam até 140 dólares (equivalente a 500 reais) por uma chance de dar banho, alimentar e brincar com os bichos, provavelmete dopados. Há anos a atração é alvo de críticas de ativistas, que acusam os monges de explorarem e abusarem dos animais.” – texto da matéria “Templo budista na Tailândia guardava no freezer carcaças de 40 filhotes de tigres”, publicada em 1º de junho de 2016 pelo site da revista Veja

Para esclarecer: partes de tigres são muito valorizadas na medicina tradicional chinesa.

– Leia a matéria no site da Veja

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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