Tráfico de marfim: penas mais severas são necessárias. Mas prender os chefões e reduzir a demanda são imprescindíveis

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
28 de janeiro de 2014
“Um chinês que foi detido em posse de marfim no aeroporto de Nairóbi foi condenado nesta terça-feira (28) por um tribunal do Quênia a pagar uma multa recorde de US$ 233.000 ou a sete anos de prisão, caso não tenha condições de pagar a quantia.
A condenação, a maior para este tipo de caso no Quênia, é a primeira imposta dentro de uma nova lei de proteção da fauna promulgada em dezembro e que endurece consideravelmente as sanções para caçadores furtivos e traficantes.


(…) Tang Yong Jian, de 40 anos, havia sido detido em meados de janeiro com 3,4 quilos de marfim bruto em uma maleta no aeroporto internacional de Nairóbi, onde fazia uma escala em um voo entre Moçambique e China. Na segunda-feira (27) ele se declarou culpado de posse ilegal e de tráfico de marfim. Agora tem 14 dias para recorrer da decisão.” – texto da matéria “Tribunal do Quênia impõe pena recorde a traficante chinês de marfim”, publicada em 28 de janeiro de 2014 pelo portal G1

Parabéns ao Quênia por endurecer a legislação e rapidamente começa a aplicá-la.

Mas gente como Tang Yong Jian, que faz o mesmo serviço que os “mulas” do tráfico de drogas, vai continuar aparecendo. Eles são peças pequenas no esquema, sendo facilmente repostas. Nada que o dinheiro não seduza ambiciosos voluntários.

O trabalho de combate ao tráfico de marfim, chifres de rinocerontes e partes de tigres tem de envolver a Interpol (polícia internacional), com investigações e ações transfronteiriças. Outra ação, essa muito mais difícil, é convencer a população dos países consumidores (China, Tailândia e muitas outras nações asiáticas, principalmente) a parar de comprar objetos de marfim. Infelizmente, há uma nova classe de gente endinheirada que tem nos objetos de marfim símbolos de ostentação.

– Leia a matéria completa do G1

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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