
Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br
Nomes populares: raposa-do-campo, raposinha, raposinha-do-campo
Nome científico: Lycalopex vetulus
Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e “vulnerável” na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção
A raposinha-do-campo é o único canídeo 100% brasileiro, endêmica do Cerrado, região que tem menos de 20% de sua área ainda em estado original. Bastante arisca, ágil e rápida, a raposinha é um animal de pequeno porte, que pesa entre 3 e 4 kg e tem cerca de 60 cm de comprimento.
Ela usa buracos de tatu como toca e sua atividade é noturna, começando depois do pôr-do-sol e indo até o amanhecer. É um animal de hábitos solitários e monogâmico, que forma pares reprodutivos que permanecem durante a criação dos filhotes, nos seus quatro primeiros meses de vida. A gestação dura cerca de 50 dias e as ninhadas são de dois a cinco filhotes. A raposa-do-campo come frutos, pequenas aves, roedores, gafanhotos e besouros, mas parece ter uma preferência por cupins, que são sua principal fonte de alimento.
Na verdade, pouco se sabe sobre a raposa-do-campo. Dentre os 37 canídeos encontrados no mundo, a nossa raposinha está entre os sete menos estudados. A boa notícia é que o Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado, um grupo de pesquisa formado por biólogos e veterinários em 2009, mantém o Projeto Ecologia e Conservação da Raposa-do-Campo. O projeto captura animais para colher material de pesquisa e equipá-los com coleiras com transmissor de rádio, para que possam ser rastreados. Com isso os pesquisadores começam a conhecer melhor a raposinha.
A espécie tem o status de “pouco preocupante” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) por ser relativamente comum e localmente abundante na área central de sua distribuição. Mas, além da perda de habitat, a espécie sofre perdas por atropelamento, predação por cães domésticos e retaliação de humanos a supostas predações de animais domésticos. Por isso é considerada “vulnerável” pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).