Indonésia: não bastassem os orangotangos, agora são os elefantes

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
03 de maio de 2012
É comum encontrar notícias da Indonésia informando sobre a morte de orangotangos promovida pela perda de hábitat, por caçadores, por traficantes de animais e em conflitos com proprietários rurais que “defendem” suas plantações dos animais. Mas não são apenas os grandes primatas que estão sendo vítimas dessa luta por espaço entre agricultores (principalmente os que plantam as palmeiras que produzem frutos de onde se extrai o óleo de dendê) e a fauna silvestre.

“Moradores de vilarejo indonésio observam carcaça de um elefante de Sumatra supostamente envenenado por trabalhadores de uma plantação de óleo de palma em Krueng Ayon, na província de Aceh, na Ilha de Sumatra, na Indonésia. A diminuição das áreas de hábitat dos elefantes da espécie na região deu origem a confrontos por território.” – texto-legenda da foto abaixo, publicada na matéria “Elefantes de Sumatra são mortos em briga por território na Indonésia” em 1º de maio de 2012 pelo portal G1

Foto: AP Photo/Heri Juanda

Com seu hábitat sendo destruído, invadido principalmente pela agricultura, os elefantes-de-Sumatra ficam sem alimentos e começam a se deslocar pelo território.

“Muitas vezes famintos, os animais vagueiam por assentamentos humanos destruindo as lavouras. Em represália, humanos os matam. Estima-se que existam atualmente apenas 3.000 elefantes de Sumatra que permaneçam em estado selvagem.” – texto-legenda da foto abaixo, publicada pelo portal G1

Foto: AP Photo/Heri Juanda

Matéria da Reuters (“Elefantes de Sumatra estão próximos da extinção, diz WWF”), publicada em 24 de janeiro de 2012, dá uma dimensão do problema enfrentado pela espécie:

“O elefante de Sumatra, na Indonésia, poderá ser extinto da natureza em menos de 30 anos a menos que medidas imediatas sejam tomadas para proteger o seu habitat, que está rapidamente desaparecendo, disse o grupo de proteção ambiental WWF, nesta terça-feira.

A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) elevou a classificação da subespécie de elefantes de Sumatra de “em perigo de extinção” para “criticamente em perigo de extinção”, após quase 70 por cento de seu habitat e metade de sua população ter desaparecido em uma geração.

Os maiores culpados são a devastação do habitat ou sua conversão para uso da agricultura, uma prática que também aumentou o risco de extinção para o tigre de Sumatra e o Rinoceronte de Java.”

– Leia a matéria completa do portal G1
– Leia a matéria completa da Reuters
– Saiba como está a situação dos orangotangos: “Reflexão para o fim de semana: a indústria do dendê exterminando orangotangos na Indonésia”, post publicado pelo Fauna News em 30 de março de 2012

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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