Começar a semana pensando…

Dimas Marques
  • Dimas Marques

    Editor-chefe

    Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde pesquisou a cobertura do tráfico de animais silvestres por jornais de grande circulação brasileiros. Atua na imprensa desde 1991 e escreve sobre fauna silvestre desde 2001.

    Fauna News
12 de novembro de 2012
…em um exemplo que deve ser seguido: traficante de chifres de rinocerontes condenado a 40 anos de cadeia.

“Um traficante tailandês de chifres de rinoceronte que dirigia uma rede de exportação fraudulenta de chifres procedentes da caça ilegal foi condenado nesta sexta-feira a 40 anos de prisão por um tribunal sul-africano, informou a agência EWN.

Chumlong Lemtongthai, 44 anos, vendia os chifres no mercado negro da tradicional medicina asiática.” – texto da matéria “Traficante de chifres de rinoceronte condenado a 40 anos de prisão na África do Sul”, publicada em 9 de novembro de 2012 pela AFP

Chumlong Lemtongthai, traficante de chifres condenado
Foto: Freeland Foundation

Segundo a ONG tailandesa Freeland Foundation, que ajuda autoridades daquele país asiático nas investigações do tráfico de animais, Chumlong pagou profissionais do sexo da Tailândia para posar como caçadores e obter certificados de exportação para os chifres, que eram de fato tirados de rinocerontes mortos por caçadores profissionais.

Chumlong Lemtongthai durante julgamento
Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters

“A caça de rinocerontes é autorizada na África do Sul, mas a permissão concedida é difícil de se obter e está limitada aos caçadores afiliados a uma associação registrada.

Além disso, durante a caça, os caçadores devem ser acompanhados por guardas dos parques.
As exportações também são limitadas e controladas.”
– texto da AFP

Entre janeiro e outubro, 488 rinocerontes forma mortos na África do Sul por causa de seus chifres. Das duas espécies africanas, rinoceronte-branco e rionceronte-negro, essa última está classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) como “em perigo crítico”. O chifre desses animais vale mais que ouro no mercado negro – cerca de 60 mil dólares o quilo para o consumidor final.

Por causa dos altos valores envolvidos, quadrilhas internacionais extremamente bem organizadas (que usam ate helicópteros) estão dizimando as populações de rinocerontes. Na África do Sul vivem 40% dos rinocerontes-negros e 93% dos rinocerontes-brancos em estado selvagem do mundo. Outras três espécies habitam a Ásia.

Rioceronte morto por causa do chifre em fevereiro de 2012
Foto: Troy Otto

Na Ásia, principalmente no Vietnã, acredita-se que o pó do chifre (que é do mesmo material que nossas unhas) tem a propriedade de curar até câncer.

– Leia a matéria completa da AFP
– Conheça a Freeland Foundation
– Leia a matéria “A morte pelo chifre”, publicada em janeiro de 2012 pela revista Horizonte Geográfico

Fauna News

Sobre o autor / Dimas Marques

Formado em Jornalismo e Letras, ambos os cursos pela Universidade de São Paulo. Concluiu o curso de pós-graduação lato sensu “Meio Ambiente e Sociedade” na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com uma monografia sobre o tráfico de fauna no Brasil. É mestre em Ciências pelo Diversitas – Núcleo de Estudos das […]

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